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Fraudes no Detran lesam 20 locadoras de veículos e deixam rombo de R$ 10 milhões Deixe um comentário

Uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) cumpriu nesta quinta-feira (12), em diversas cidades baianas, mandados de prisão e busca e apreensão contra investigados por fraudes e adulteração em documentos de carros subtraídos de locadoras. A ação, intitulada “Fake Rent” contou com apoio das Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal.

Segundo a Polícia Civil, foram expedidos três mandados de prisão e 21 de busca e apreensão, em Salvador, Lauro de Freitas, Dias D’Ávila, Simões Filho, Camaçari e Eunápolis. Um dos mandados de prisão foi cumprido no bairro da Caixa D’Água, na capital baiana, contra homem suspeito de estelionato.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, conforme apurações do MP-BA, o golpe teve início há cerca de cinco anos, no Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA).

As investigações apontaram que, após subtrair os carros de locadoras, sendo a maioria de luxo, os fraudadores conseguiam transferir esses veículos para “laranjas”, pessoas falecidas ou terceiros, que tiveram seus dados utilizados sem seu conhecimento, a partir da adulteração, com a participação de servidores do Detran.

Até a noite desta quinta-feira (12), não houve novas informações sobre a operação. Até por volta das 19h40, o Ministério Público confirmava apenas um preso durante as ações.

Participam da operação equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do MP-BA (Gaeco), Equipes dos Departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), da Assessoria Executiva de Operações de Polícia Judiciária (Aexpj), e Coordenação de Operações Especiais (COE).

Em nota, o Detran-BA informou que a corregedoria do órgão deu apoio à operação e que o prejuízo estimado, em razão do esquema, supera R$ 10 milhões. Ao todo, segundo o Detran-BA, foram subtraídos 100 veículos.

No documento, o Detran-BA ainda informou que está acompanhando a operação, que apura crimes de associação criminosa, estelionato, falsidades documentais, inserção de dados falsos nos sistemas informáticos e corrupção ativa e passiva.

Operação é comandada pelo MP-BA, com apoio da Polícia Civil — Fotos: Tony Silva/Polícia Civil

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